Personagens Homossexuais na Ficção Televisiva Portuguesa
Sábado, 15 de Setembro, Sala 2, 15h30
Moderador: Luís Assis
Intervenientes: Frederico Barata (actor); Isabel Medina (actriz, autora e encenadora); Rui Vilhena (argumentista)

Se é verdade que, há já alguns anos, temos sinais de uma presença regular de figuras homossexuais na ficção televisiva a nível internacional, só recentemente o mesmo começou a acontecer em Portugal. Quer se fale de estratégias de produção e comercialização, da escrita ou dos actores que se tornam o rosto visível destas personagens, chegou talvez a altura de reflectir sobre esta ficção televisiva que ameaça tornar-se um espelho da diversidade sexual que sabemos existir no “mundo real”.

Uma Cinematografia Gay Portuguesa dos Anos 70
Terça-feira, 18 de Setembro, Sala 2, 19h30
Moderador: António Fernando Cascais
Intervenientes: João Grosso (actor, encenador); João Pedro Rodrigues (realizador); Óscar Alves (artista plástico, realizador)

O conhecimento da existência de uma cinematografia gay portuguesa dos anos setenta desvaneceu-se ao ponto de constituir uma quase completa surpresa para quem a redescobre. Mas que a houve, houve. O Queer Lisboa 11 apresenta quatro curtas-metragens dessa época, realizadas por Óscar Alves: Aventuras e Desventuras de Julieta Pipi ou o processo intrínseco global kafkiano de uma vedeta não analisada por Freud (1978), O Charme Indiscreto de Epifânea Sacadura (1975), Good-bye Chicago (1978) e Solidão Povoada (1976).

Flores Verdes, ou a importância de se chamar Wilde
Sábado, 22 de Setembro, Sala 2, 15h30
Moderador: António Fernando Cascais
Intervenientes: Francesca Rayner (Professora Auxiliar da Universidade do Minho); Mário Jorge Torres (Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Esteta, dandy, mártir e ícone gay, Oscar Wilde defendeu a ideia segundo a qual a vida imita a arte, e não o contrário. Fez uma apologia anti-naturalista da arte de viver segundo critérios de estilo contra modelos impostos que se tornaria em modelo de referência do construcionismo queer. Obras suas como O retrato de Dorian Gray inspiraram um caudal de versões cinematográficas que exploram os temas do duplo e do uncanny. A apresentação da mais recente destas versões no Queer Lisboa 11 é ocasião para debater o seu legado.