| 1º FCGLL, 1997 | |||||||||||
| 2º FCGLL, 1998 | |||||||||||
| 3º FCGLL, 1999 | |||||||||||
| 4º FCGLL, 2000 | |||||||||||
| 5º FCGLL, 2001 | |||||||||||
| 6º FCGLL, 2002 | |||||||||||
| 7º FCGGL, 2003 | |||||||||||
| 8º FCGLL, 2004 | |||||||||||
| 9º FCGLL, 2005 | |||||||||||
| 10º FCGLL, 2006 | |||||||||||
Desde o seu início em 1997, o Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa (FCGLL) sempre se preocupou em ser um evento com um cunho cultural e artístico, aberto à população em geral, fugindo do gueto para onde geralmente se pretende remeter este género de Festival. Num Festival de Cinema Gay e Lésbico, o compromisso tem que ser feito não apenas com o tema mas com o cinema, já que em última análise, são os amantes de cinema, sejam gay, lésbicas, bissexuais, transgénero, ou não, o nosso público, sendo certo que a sua programação sempre foi feita, e é feita, para todos, sem discriminar identidades e formas de estar na vida. Organizado até à sua 4ª edição pela Associação ILGA Portugal, o FCGLL passa a ser concebido e produzido por uma nova associação criada para o efeito, sem fins lucrativos, a Associação Cultural Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa que, no ano de 2006, viria a designar-se Associação Cultural Janela Indiscreta. Com este novo enquadramento jurídico e associativo, pretende-se reforçar a autonomia e a responsabilidade do FCGLL como uma manifestação eminentemente cultural e artística, afirmando-se como um dos relevantes eventos do calendário cinematográfico nacional, e da cidade de Lisboa. Ao longo da sua existência, esta mostra de cinema alternativo foi dando provas da sua diversidade de energias renovadoras apresentando em cada edição um tema que serviria de alavanca para a vitalidade da sua dinâmica cinematográfica instigando a cidade de Lisboa a enaltecer conceitos tão nobres como a cidadania, o respeito, a tolerância e a liberdade. Para isso, e não obstante alguns obstáculos persistentes, contou, desde o início, com o precioso apoio de algumas entidades públicas e privadas: a Câmara Municipal de Lisboa (CML), o Ministério da Cultura através do Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) [primeiro, IPACA (Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual)], a Videoteca Municipal de Lisboa (onde se realizou a 1ª edição do FCGLL), os Institutos Culturais: The British Council, Goethe-Institut Lissabon, Instituto Cervantes, Institut Franco-Portugais, e a Associação de Turismo de Lisboa. Muito em virtude da programação do Festival, associaram-se outros apoios institucionais como a Cinemateca Portuguesa, a Fundação Ciência e Desenvolvimento, o Ministério da Saúde através da antiga Comissão Nacional de Luta Contra a Sida e da actual Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida, entre outros. Acrescem os apoios privados e associativos, como ainda os parceiros de divulgação que se vão, apesar de tudo, reforçando. Através de obras seleccionadas em outros Festivais congéneres, ou requisitadas a distribuidores e recebidas a submissão, o Festival prima por oferecer ao seu público obras que nunca passariam fora deste Festival tendo contudo proporcionado a antestreia de alguns filmes nacionais e internacionais com um particular destaque para o filme de João Pedro Rodrigues, O Fantasma (4º FCGLL - 2000). Do processo evolutivo qualitativo e quantitativo do FCGLL, fica a convicção de que é um projecto que ainda tem muito para mostrar, e que alguns aspectos renovadores como a introdução das secções competitivas na sua 9ª edição vieram notoriamente reforçar, nomeadamente pela crescente adesão dos profissionais do Cinema ao Festival. Por isso, o FCGLL, agora denominado Queer Lisboa, continuará a fazer do cinema – porque este oferece uma visão plural da sociedade e de tudo o que lhe diz respeito –, uma ferramenta privilegiada para reduzir ou acabar com alguns preconceitos e discriminações nomeadamente associados às pessoas e temáticas lésbicas, gay, bissexuais, transsexuais e transgénero. |
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